COLETIVO SÃO LÉO

Segunda-feira, Outubro 11, 2010

Escrito por COLETIVO SÃO LÉO às -
MUDAMOS PARA www.coletivofeitoria.blogspot.com


COMUNICADO:
A partir de hoje, 11 de outubro de 2010, o Coletivo São Léo deixa de existir e passa a chamar- se Coletivo Feitoria.
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O que muda:

Sem perder nosso foco no desenvolvimento da cena musical independente de São Leopoldo, Vale dos Sinos, região Metropolitâna (entre outras articulações), percebemos novas possibilidades de atuação que, a partir de agora, serão veiculadas e divulgadas por aqui. Agora, o Coletivo Feitoria passa a contar com os núcleos de Planejamento, Comunicação, Sustentabilidade Econômica e Educação, além de empreendimentos coletivos de economia solidária a “Porongos: escola/cooperativa”, que produz instrumentos de percussão e a cooperativa de arte educadores.
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Por que mudamos:

Para além da mudança de nome e da identidade visual, o Coletivo Feitoria pode ser entendido como uma re-significação do grupo que antes se chamava Coletivo São Léo. A partir do ingresso de novos atores no Coletivo e do debate sobre a identidade cultural, sobre a função política da arte e seu lugar no desenvolvimento local, redefinimos nossos objetivos e metodologias de atuação.

Percebemos que é preciso avançar tanto no processo de desenvolvimento das identidades culturais locais quanto nas ações econômicas ligadas à cadeia produtiva da arte. Desta forma, pretendemos desenvolver projetos de ensino da arte de forma aberta e permanente, dar visibilidade ao debate sobre as identidades culturais e o papel da cultura negra no município de São Leopoldo, além de fomentar e qualificar o desenvolvimento de empreendimentos econômicos ligados à cadeia produtiva da cultura.

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Por que a Feitoria:

Ponto de partida do povoamento e do desenvolvimento sócio-econômico de São Leopoldo, o bairro Feitoria simboliza o quanto as relações de poder, tanto políticas quanto econômicas, são fatores determinantes no desenvolvimento da identidade cultural de uma coletividade.

Desde 1788, com a transferência da Real Feitoria do Linho Cânhamo de Canguçu Velho para o Faxinal da Courita, esta região passou a ser habitada e modificada por negros escravizados. Através de vários movimentos de organização solidária e de levantes subversivos (o que incluiu desde a articulação com nobres, residentes em Porto Alegre, até o assassinato do Inspetor Pe. Antônio Gonçalves Cruz), estes negros resistiram à escravidão e à submissão aos interesses de mercado dos donos da Feitoria da época.

Apesar de um período de 40 anos, com diversos episódios e conflitos marcantes, a data de fundação do município de São Leopoldo é 25 de julho de 1824. Nesta data, chegam à região, já ocupada predominantemente pelos negros escravos, 39 imigrantes alemães. Hoje, São Leopoldo é conhecida como “o berço da colonização alemã no Brasil”, e a identidade cultural do município é ligada diretamente à cultura germânica, realizando eventos como a São Leopoldo Fest, e dando nome à diversas ruas e avenidas.

Como retornaremos a este assunto de forma detalhada mais tarde, agora nos basta dizer que escolhemos o nome Feitoria como forma de, através da arte, retomar o debate sobre a identidade cultural de São Leopoldo e sobre os processos históricos de exclusão e invisibilização responsáveis por sedimentar esta identidade.

Afirmamos, assim, nossa identificação com uma arte e fazer artístico que, para além do entretenimento e do mero deleite estético, assumem lugar central no processo e efetivação da democracia e da justiça social. Nesta perspectiva, a arte vai além da função de veículo da denúncia ou da crítica social e se propõe como espaço de construção de autonomia, fio condutor da organização da comunidade e catalisador do desejo de outros mundos possíveis.

Aguardem, muito barulho vem por ai...


Sexta-feira, Outubro 08, 2010

Escrito por COLETIVO SÃO LÉO às -
METRÔ ROCK edição São Leopoldo
Coletivos: São Léo + Tomada Rock + B.I.L.

Sexta-feira 08/10 - 23h

Shows:
Maçã de Pedra
Sleeping bags
Pólvora
Infactu

Local: Embaixada do Rock – R. Presidente Roosevelt, 806 – São Léo

Ingressos:
R$ 8,00 – antecipados na Doctor R.Presidente Roosevelt, 856 - vale um litro de ceva
R$10,00 – na hora – vale um litro de ceva

METRÔ ROCK
A rede Metrô Rock, que integra os coletivos metropolitanos: São Léo de São Leopoldo, Tomada Rock de Esteio e B.I.L. de Canoas, articula mais uma etapa de suas ações itinerantes. Dessa vez, o palco escolhido para sediar o circuito foi a Embaixada do Rock, em São Leopoldo.
Os shows ocorrem dia 08 de outubro (sexta-feira), a partir das 23h. As bandas que tocam no evento são Maçã de Pedra, Pólvora, Infactu e Sleeping Bags. Os ingressos antecipados estão à venda no valor de R$8,00 na Doctor Tattoo (Rua Presidente Roosevelt, 806) e na hora à R$10,00. A Embaixada do Rock fica localizada na rua Presidente Roosevelt, 806 – São Leopoldo.
A rede Metrô Rock vai além das práticas de produção de shows, seus projetos sistematizam suas tecnologias culturais de modo a perpassarem e mobilizarem toda a cadeia produtiva da música. Fomentam a sustentabilidade dos agentes que trabalham com a música independente, propondo momentos de formação, debates, entre outras ações de artes integradas, como é a proposta do festival Metrô Rock que ocorrerá em dezembro.


Quarta-feira, Outubro 06, 2010

Escrito por COLETIVO SÃO LÉO às -
Sábado 16/10 das 14h às 17h - Coletivo Feitoria do Linho Cânhamo promove OFICINA de SOPAPO com Richard Serraria.
Maiores informações: F. (51) 84122532 ou bleffrock@yahoo.com.br
VAGAS LIMITADAS!
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Estamos vendendo "Cajones" (instrumento de percussão) artesanais por R$200,00 (duzentos reais) - interessados, entrem em contato!
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Dia 20/novembro - lançamento da marca de instrumentos: PORONGOS
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Lembrando, 08/10 METRÔ ROCK


Quarta-feira, Setembro 29, 2010

Escrito por COLETIVO SÃO LÉO às -


METRÔ ROCK
A rede Metrô Rock, que integra os coletivos metropolitanos: São Léo de São Leopoldo, Tomada Rock de Esteio e B.I.L. de Canoas, articula mais uma etapa de suas ações itinerantes. Dessa vez, o palco escolhido para sediar o circuito foi a Embaixada do Rock, em São Leopoldo.
Os shows ocorrem dia 08 de outubro (sexta-feira), a partir das 23h. As bandas que tocam no evento são Maçã de Pedra, Pólvora, Infactu e Sleeping Bags. Os ingressos antecipados estão à venda no valor de R$8,00 na Doctor Tattoo (Rua Presidente Roosevelt, 806) e na hora à R$10,00. A Embaixada do Rock fica localizada na rua Presidente Roosevelt, 806 – São Leopoldo.
A rede Metrô Rock vai além das práticas de produção de shows, seus projetos sistematizam suas tecnologias culturais de modo a perpassarem e mobilizarem toda a cadeia produtiva da música. Fomentam a sustentabilidade dos agentes que trabalham com a música independente, propondo momentos de formação, debates, entre outras ações de artes integradas, como é a proposta do festival Metrô Rock que ocorrerá em dezembro.
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METRÔ ROCK edição São Leopoldo
Coletivos: São Léo + Tomada Rock + B.I.L.

Sexta-feira 08/10 - 23h

Shows:
Maçã de Pedra
Sleeping bags
Pólvora
Infactu

Local: Embaixada do Rock – R. Presidente Roosevelt, 806 – São Léo

Ingressos:
R$ 8,00 – antecipados na Doctor R.Presidente Roosevelt, 856 - vale um litro de ceva
R$10,00 – na hora – vale um litro de ceva
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Sobre as bandas:

Maçã de Pedra
http://www.myspace.com/macadepedra


Banda capilé que está na estrada desde 2004 e vem ampliando seu espaço. Formada por Caren Suzana nos vocais, Rodrigo Java e Matheus Guimarães nas guitarras, Douvan Rodrigues na bateria e Rafael Ribeiro no baixo, começou sua história tocando clássicos do rock n´roll 60 e 70 como Janis Joplin, Led Zeppelin, Eric Clapton, Deep Purple e Rita Lee...
Com o passar dos anos foi articulando espaço para suas composições autorais e com isso vieram algumas vitórias. Dentre elas a participação em diversos festivais, sendo campeã do Rotaract Festival, 2° lugar no Garagem Fnac e Unisinos como também foi destaque no Olha Minha Banda do Caldeirão do Hulk. A banda já passou por diversas cidades do estado e por onde passa procura deixar sua marca.
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Sleeping Bags
http://www.myspace.com/bandasleepingbags


Banda de Canoas, formada por Rodrigo (vocal-guitarra), Marcus (guitarra), Thiago (bateria) e Puba (baixo) que resolveram tocar juntos as músicas das bandas que os influenciam como NOFX, Ramones, Green Day, Offspring, Pennywise, Misfits, Blink-182 entre outras bandas de punk rock/hardcore.
Em agosto de 2006 a banda começa a participar da cena independente da região metropolitana de Porto Alegre, tocando no movimento B.I.L.(Bandas Independentes Locais) e a tocar em cidades como Santa Maria, Camaquã, Osório, Novo Hamburgo, Dom Feliciano, Santa Cruz, Guaíba entre outras cidades do interior gaúcho. No mês dezembro de 2007 é lançado o primeiro CD demo da banda contendo oito músicas, todas elas próprias. No Inicio de 2008 a banda lança seu 1° vídeo clipe com a musica "Maluco das Bonecas" que foi composta pra a trilha sonora do curta metragem "Limites da Solidão", com direção de Claudia Ávila.
Em Junho de 2008 a banda é convidada a criar o single comercial da Escola Cristo Redentor de Canoas, e no inicio de 2009 ocorre uma mudança na banda, o baterista Thiago deixa a banda e em seu lugar assume as baquetas Matheus, dando ainda mais energia e experiência a banda.Em agosto de 2009 a banda é selecionada para participar do “Projeto Expressões OI” em Porto Alegre. No momento a banda esta trabalhando em novas músicas para o novo CD ainda sem data prevista para lançamento.
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Pólvora
http://www.myspace.com/polvorarnrincendiario


Pólvora é o nome da banda de rock que surgiu em 2005, em Canoas, a partir da junção dos três integrantes, com o objetivo de mostrar ao público seus trabalhos próprios e originais.
Sob forte influência do rock dos anos 60 e 70, deram vida às letras e músicas próprias já rascunhadas individualmente por eles. A surpresa logo veio, pois, já no início, houve um notável entrosamento e facilidade para tocarem juntos, o que fez com que acreditassem que realmente era possível fazer um trabalho de qualidade.
A banda tem em seu currículo a abertura de shows para grandes nomes como Identidade, Júpiter Maçã e Faichecleres e a participação no Festival Grito Rock em Esteio, que rolou no mês de fevereiro de 2010, tocando com banda como Laranja Freak, Rinoceronte, Punkake (Curitiba) e Valentinos (POA). Atualmente, a Pólvora conta com um amplo repertório entre músicas próprias e covers e está lançando seu novo EP, contendo três músicas (“Mundo Corrompido”, “Busca” e “Quem”) e com a produção de Ray-Z.

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Infactu
http://tramavirtual.uol.com.br/infactu


A Infactu é uma banda com formato de power trio composto por Caio Chadi na guitarra e vocais, Vinicius Tupeti no baixo e backing vocals e Tomás Loureiro na bateria. Inspirados em estilos de vertentes como o grunge e o pós-grunge, colocam na sua música a seriedade de assuntos cotidianos misturados com bom-humor.
Radicados em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, o trio se conheceu na faculdade, onde se dedicam a aprender a ciência da produção musical, focada em rock. Utilizam de seus conhecimentos e sua vivência para enriquecer seu trabalho e passar, além de boa música, mensagens construtivas para os ouvintes.
Os arranjos e composições das melodias exploram a simplicidade, mas ainda de forma criativa, se esparramando por diversas nuances do rock, sem deixar suas raízes para trás. Essa convicção está, juntamente com outros aspectos pessoais da vida de músicos, retratada nas letras do grupo, conferindo às músicas um aspecto real e sincero.


Sexta-feira, Setembro 24, 2010

Escrito por COLETIVO SÃO LÉO às -

12° DOMINGO CULTURAL
26/09 das 10h às 20h
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Shows com:
BLEFF
Viana Moog
S.M.U.A.
Só mais um aliado
B.Boys
Dj Abutre
Capoeira com mestre Mineiro e Camelo
Palhaço Espelho Cromado
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+ Streetball + basquete de rua + teatro + filmes entre outros shows...

Local: Escola de Samba Imperatriz Leopoldense (Cohab Feitoria – São Leopoldo/RS)


Terça-feira, Setembro 21, 2010

Escrito por COLETIVO SÃO LÉO às -
Holá!

E já iniciamos o processo de divulgação do Metrô Rock edição São Leopoldo.
O evento ocorrerá na sexta-feira 08/10/2010 a partir das 23h na Embaixada do Rock.

As bandas participantes são:
Maçã de Pedra (São Leopoldo)
Infactu (São Leopoldo)
Sleeping bags (Canoas)
Pólvora (Esteio)


Agradecemos a todas as bandas (e pessoas ligadas as mesmas) que entraram em contato conosco demonstrando interesse em estarem participando de mais uma ação de nossa rede (Metrô Rock: SÃO LÉO + TOMADA ROCK + B.I.L.).

Informamos que a demora da divulgação da nominativa das bandas participantes se deu ao volume de inscrições no processo de triagem.

Júnior Garcia
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Lembrando que de 11 à 18 de dezembro de 2010 ocorre o primeiro festival Metrô Rock.
Com brevidade estaremos disponibilizando inscrições (nacionalmente) para a participação de algumas bandas.


Domingo, Setembro 19, 2010

Escrito por COLETIVO SÃO LÉO às -
Com brevidade estaremos divulgando as bandas participantes do Metrô Rock edição São Leopoldo. Faltam pouquissimos detalhes para os devidos fechamentos... Nossa pretenção é de ainda hoje podermos nominar as bandas participantes.
Até
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Terça Mistureba
21/09 no Dr. Jekyll (Travessa do Carmo, 76 – Cidade Baixa – Porto Alegre/RS)
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Bandas: BLEFF + Bluecets + Elo Crucial
22h
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Ingressos: R$10,00 (com nome na lista misturebadrjekyll@gmail.com)


Segunda-feira, Setembro 13, 2010

Escrito por COLETIVO SÃO LÉO às -
Abertas inscrições para o METRÔ ROCK edição São Leopoldo/RS.

A mais nova rede formada por coletivos de produção cultural da região metropolitana do Rio Grande do Sul, promove mais uma edição do circuito. Integrando os coletivos: B.I.L.-Canoas; São Léo – São Leopoldo e Tomada Rock – Esteio, o METRÔ ROCK abre inscrições para bandas de São Leopoldo e Novo Hamburgo interessadas em participarem desse evento itinerante.

Para se inscrever, a banda precisa enviar material (até dia 17/09) para o e-mail coletivosaoleo@gmail.com contendo o nome da banda, release, foto e página web com mp3. Os resultados serão divulgados dia 18/09 em www.coletivosaoleo.blogger.com.br.

A edição São Leopoldo ocorre dia 08 de outubro na Embaixada do Rock.
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Lembrando que o Festival Metrô Rock ocorrerá em dezembro, de 11 à 18 nas cidades de São Leopoldo + Esteio + Canoas.
Com brevidade estaremos divulgando as formas que as bandas poderão se inscrever no festival.

Maiores informações (51)84122532, e-mail: coletivosaoleo@gmail.com


Domingo, Setembro 12, 2010

Escrito por COLETIVO SÃO LÉO às -
E a acalentada edição do Metrô Rock Canoas ontem se configurou para reafirmar a notória e clássica parceria entre os coletivos metropolitânos (RS). Gostaríamos de agradecer a acolhida da rapaziada do B.I.L. que abriu suas portas para sediar mais uma etapa desse circuíto que está percorrendo as cidades nas quais estão inseridos os coletivos de nossa rede. Um trabalho comprometivo e promissor!
Abaixo seguem alguns (poucos) cliques da BLEFF (banda representante do coletivo São Léo) tirados por TALI HECK.

E mais, dia 08 de outubro rola na Embaixada do Rock o Metrô Rock edição São Leopoldo. Sendo que bandas de São Leopoldo e Novo Hamburgo interessadas em participar, podem enviar release, foto e página com mp3 para o nosso e-mail.

De 11 à 18 de Dezembro, acontece o Festival Metrô Rock (itinerante, abrangendo São Leopoldo + Esteio + Canoas).

Jr Garcia








Sábado, Setembro 04, 2010

Escrito por COLETIVO SÃO LÉO às -


METRÔ ROCK

Metrô Rock é a mais nova rede formada por coletivos de produção cultural da região metropolitana do Rio Grande do Sul. Integra os coletivos: São Léo de São Leopoldo, Tomada Rock de Esteio e B.I.L. de Canoas. O lançamento dessa parceria rolou em Esteio. Agora chegou a hora do município de Canoas mostrar toda sua força roqueira e mais uma vez mostrar que juntos fazemos a diferença.
O rolê de Canoas acontece no dia 11 de Setembro, às 22h. O palco de toda essa função será a Fundação Cultural de Canoas (Av. Victor Barreto, 2301, Centro – Em frente ao La Salle) e com míseros e significativos R$3,00 você poderá ver o que há de melhor em cada coletivo. As bandas Stand Up e Los Cochos Virados, sobem ao palco representando o B.I.L. Já Los Arcaides, representa a galera de Esteio, e a Bleff, o pessoal de São Leopoldo.

Serviço:

O quê? Metrô Rock com as bandas:
BLEFF, Los Arcaides, Los Cochos Virados e Stand Up.
Quando? 11 de setembro, às 22h
Onde? Na Fundação Cultural de Canoas
(Av. Victor Barreto, 2301, Centro de Canoas - em frente ao La Salle)
Quanto? R$3,00

Sobre as bandas:

Bleff
Belas melodias, riffs ganchudos, punch intrumental, hits pegajosos, letras intectualizadas e guitarreiras nerd´s, são parte do arcabouço que constitui a BLEFF. Essa rapaziada lá da Feitoria do Linho Cânhamo que atua arduamente no undergrounde desde 2002, trás em seu case (além de acordes simples e distorcidos) alguns registros fonográficos.

BLEFF lo-fi (Bleff), 2002 – Independente.
O Apanhador (Coletânea), 2002 – Independente.
A Vida em Preto e Branco (Bleff), 2005 – Independente.
Sônica Canção (BLEFF - single virtual), 2006 – Independente.
Safra Capilé (Coletânea de vários artistas locais), 2006 – Plus Records (RS)
Um Café pra Nós (Coletânea nacional), 2006 – Hrecords (SP)
Bonifrate (Bleff single), 2008 – Independente.
Som Léo (BLEFF no CD do Festival “Som Léo” - música MZT + vários artistas locais), 2008 – Secretaria Municipal de Cultura de São Leopoldo.
Enquanto esqueço você (BLEFF – single), 2009 – Independente.
Turbo Rock (Coletânea e documentário), 2010 – A chave do som records.
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Los Arcaides

A banda Los Arcaides nasceu no ano de 2003. É formada por David Arcaide (baixo e Voz), Demétrio Marques (guita e voz) & Andreis Feldmann ( Bateria). Em 2009 lançaram seu primeiro EP, "diga-me com quem andas...". Junto dele foi lançado o video clipe da música que dá nome ao disco. Em Janeiro de 2010 a banda tocou no palco principal do primeiro Fórum Social Mundial realizado em Canoas, abrindo o show de Chico César. Participaram também do Festival Grito Rock/Esteio. Los Arcaides já completou sete anos de estrada e mais de 150 show em sua história. A banda Faz parte do Coletivo Tomada Rock de Esteio desde 2009.
Fiquem de olho, pois Los Arcaides ainda vai fazer você dançar.
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Stand Up
Das tardes desempregadas de sol e em meio às sessões de skate como na maioria dos casos, lançando novos músicos e resgatando alguns já com certa estrada, surge no ano de 2009 na cidade de Canoas /RS a banda Stand Up. Fazendo um Hardcore “gabarito” que nem diz o nosso baixista Mortadela, a banda capricha no abuso de suas composições, utilizando os mais variados elementos, combinando guitarras pesadas e oitavados rápidos como no bom e ‘old’ Hardcore. A Stand Up Hardcore já caiu na estrada com um show que vêm agradando a crítica. Em breve os caras prometem o lançamento do cd de estréia.


Domingo, Agosto 29, 2010

Escrito por COLETIVO SÃO LÉO às -
Lançamento Morrostock 2010.

Com brevidade estaremos divulgando as (diversas) atrações da próxima edição do festival (que acontece em Outubro). Sendo que, para esse ano, sua programação foi significativamente ampliada e além do vasto portifólio de shows, os tradicionais acampamentos, contará com outras artes integradas e atividades que vão para além dos palcos...
Seguem algumas (poucas) fotos da BLEFF no lançamento do Morrostock.






Quarta-feira, Agosto 25, 2010

Escrito por COLETIVO SÃO LÉO às -


Serviço:
O que: Lançamento do Festival Morrostock 2010 - Show com a Banda Boraimbola (Música, Teatro e Circo)
Quando: Dia 27 de Agosto
Onde: Centro Cultural de Sapiranga
Horário: 20h
Quanto: R$ 5,00 e um agasalho ou Quilo de Alimento

E SEGUE
O que: Lançamento do Festival Morrostock 2010 – Shows com Bleff (São Leo), Pólvora (Canoas) e Gavetas no Telhado (NH)
Quando: Dia 27 de Agosto
Onde: Bardomorro – Estrada do Carlão em frente ao campo de pouso Morro Ferra Braz
Horário: 23h
Quanto: R$ 10,00
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O Festival Morrostock 2010 está chegando!

Vem este ano com 10 dias de duração e um pouco modificado em sua estrutura. Além dos tradicionais shows com acampamento no bardomorro, o festival vai ao centro de Sapiranga buscando uma interação ainda maior com a cidade.
Os shows no bardomorro serão dias 15, 16, 17 e 22, 23, 24 de outubro em dois finais de semana, já durante a semana nos dias 18, 19, 20 e 21 de outubro o festival vai para o Centro de Sapiranga em locais como a Praça da Bandeira (Teatro de Rua), no Auditório do Centro Cultural (Show), no Plenário da Câmara (Debates Culturais) e onde mais a arte quiser se manifestar.
Está chegando à hora de divulgar a programação do Morrostock e para um dia assim especial montamos uma programação igualmente especial, bem diversa e descentralizada. A função toda será dia 27 de agosto, vai começar no Auditório do Centro Cultural de Sapiranga às 20 horas com o show da banda de Porto Alegre Boraimbolá (Música, teatro e Circo) e depois segue às 23 horas no bardomorro com o show das bandas Bleff (São Leo), Pólvora (Canoas) e Gavetas no Telhado (NH) com sorteio de um passaporte para o festival, estão todos convidados a aparecerem por lá e até breve.
_____
Release das Atrações:

BORAIMBOLÁ NO MUNDO PARALELO
Senhoras e Senhores,
benvindos ao Mundo Paralelo.
Preparem-se para respirar o ar de um mundo livre
e sentir as reações provocadas em seu próprio corpo,
os nossos portais já irão se abrir
...”
“Boraimbolá no Mundo Paralelo” - espetáculo musical com 14 músicas inéditas do compositor, ator, intérprete e artista circense, Rafahel Moura. Há mais de oito anos, o artista vem pesquisando as linguagens da expressão e comunicação, iniciando sua busca nas crenças e figuras do nosso país, na dança-teatro, no contemporâneo, no circo novo e na rica Cultura Popular Brasileira.
O resultado é a diversidade de ritmos brasileiros circulando pelo baião, o samba, o afoxé e as batidas afro-brasileiras. O espetáculo conta com a participação de músicos, artistas circenses, atores e bailarinos que juntos oferecem um grande banquete de imagens capazes de transportar sua platéia para um mundo fantástico, “O Mundo Paralelo”.
http://www.myspace.com/boraimbola
www.boraimbola.com.br

BLEFF
Sabe aquelas bandas que conseguem fazer um trabalho autoral misturando sonoridades tão diferentes e, ao mesmo tempo, bacanas? Pois é, o quarteto BLEFF de São Leopoldo é uma destas bandas: cria suas composições sobre a perspectiva de mesclar poesia, guitarras espaciais, pop e indie rock. A BLEFF vem se afirmando, desde 2002, como uma grande revelação do rock gaúcho devido ao seu destaque junto ao “circuito independente”. Suas composições são formatadas com harmonias e arranjos que criam uma atmosfera peculiar articuladas com influências como Mutantes, Legião Urbana, Cold Play, Radiohead, The Cure...
http://www.bleff.palcomp3.com.br

Gavetas no Telhado
Há um pouco mais de três anos atrás não se sabia ao certo porque um homem jogava gavetas em cima de um telhado...
A Gavetas no Telhado (NH) nomeada assim em Outubro de 2006 por Fabian Zelenski e Ikke Flesch, hoje conhece uma sinceridade em sua música a qual toma forma e se torna atitude, redescobrindo assim a receita mais pura e simples de se fazer música. Como diriam os mestres: "Let it be","Let it Roll, Baby, Roll". Resumindo... Deixe rolar!
http://www.myspace.com/gavetasnotelhado

Pólvora
A Pólvora (Canoas) foi formada em 2005, um Rock simples e direto com letras bem pensadas e sonoridade visceral. A banda é constituída desde o seu inicio pelo baixista e vocalista Marcelo Nazza, pelo guitarrista Lucio Machado e pelo baterista Lasier Machado e segue fazendo diversos shows na região metropolitana e interior do estado na busca de um lugar ao sol.
http://www.myspace.com/polvorarnrincendiario

Festival Morrostock 2010 de 15 à 24 de outubro em Sapiranga - RS


Quarta-feira, Agosto 18, 2010

Escrito por COLETIVO SÃO LÉO às -
O Festival Morrostock 2010 está chegando!

Vem este ano com 10 dias de duração e um pouco modificado em sua estrutura. Além dos tradicionais shows com acampamento no bardomorro, o festival vai ao centro de Sapiranga buscando uma interação ainda maior com a cidade.
Os shows no bardomorro serão dias 15, 16, 17 e 22, 23, 24 de outubro em dois finais de semana, já durante a semana nos dias 18, 19, 20 e 21 de outubro o festival vai para o Centro de Sapiranga em locais como a Praça da Bandeira (Teatro de Rua), no Auditório do Centro Cultural (Show), no Plenário da Câmara (Debates Culturais) e onde mais a arte quiser se manifestar.
Está chegando à hora de divulgar a programação do Morrostock e para um dia assim especial montamos uma programação igualmente especial, bem diversa e descentralizada. A função toda será dia 27 de agosto, vai começar no Auditório do Centro Cultural de Sapiranga às 20 horas com o show da banda de Porto Alegre Boraimbolá (Música, teatro e Circo) e depois segue às 23 horas no bardomorro com o show das bandas Bleff (São Leo), Pólvora (Canoas) e Gavetas no Telhado (NH) com sorteio de um passaporte para o festival, estão todos convidados a aparecerem por lá e até breve.

Serviço:
O que: Lançamento do Festival Morrostock 2010 - Show com a Banda Boraimbola (Música, Teatro e Circo)
Quando: Dia 27 de Agosto
Onde: Centro Cultural de Sapiranga
Horário: 20h
Quanto: R$ 5,00 e um agasalho ou Quilo de Alimento

E SEGUE
O que: Lançamento do Festival Morrostock 2010 – Shows com Bleff (São Leo), Pólvora (Canoas) e Gavetas no Telhado (NH)
Quando: Dia 27 de Agosto
Onde: Bardomorro – Estrada do Carlão em frente ao campo de pouso Morro Ferra Braz
Horário: 23h
Quanto: R$ 10,00

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Release das Atrações:

BORAIMBOLÁ NO MUNDO PARALELO
Senhoras e Senhores,
benvindos ao Mundo Paralelo.
Preparem-se para respirar o ar de um mundo livre
e sentir as reações provocadas em seu próprio corpo,
os nossos portais já irão se abrir
...”
“Boraimbolá no Mundo Paralelo” - espetáculo musical com 14 músicas inéditas do compositor, ator, intérprete e artista circense, Rafahel Moura. Há mais de oito anos, o artista vem pesquisando as linguagens da expressão e comunicação, iniciando sua busca nas crenças e figuras do nosso país, na dança-teatro, no contemporâneo, no circo novo e na rica Cultura Popular Brasileira.
O resultado é a diversidade de ritmos brasileiros circulando pelo baião, o samba, o afoxé e as batidas afro-brasileiras. O espetáculo conta com a participação de músicos, artistas circenses, atores e bailarinos que juntos oferecem um grande banquete de imagens capazes de transportar sua platéia para um mundo fantástico, “O Mundo Paralelo”.
http://www.myspace.com/boraimbola
www.boraimbola.com.br

BLEFF
Sabe aquelas bandas que conseguem fazer um trabalho autoral misturando sonoridades tão diferentes e, ao mesmo tempo, bacanas? Pois é, o quarteto BLEFF de São Leopoldo é uma destas bandas: cria suas composições sobre a perspectiva de mesclar poesia, guitarras espaciais, pop e indie rock. A BLEFF vem se afirmando, desde 2002, como uma grande revelação do rock gaúcho devido ao seu destaque junto ao “circuito independente”. Suas composições são formatadas com harmonias e arranjos que criam uma atmosfera peculiar articuladas com influências como Mutantes, Legião Urbana, Cold Play, Radiohead, The Cure...
http://www.bleff.palcomp3.com.br

Gavetas no Telhado
Há um pouco mais de três anos atrás não se sabia ao certo porque um homem jogava gavetas em cima de um telhado...
A Gavetas no Telhado (NH) nomeada assim em Outubro de 2006 por Fabian Zelenski e Ikke Flesch, hoje conhece uma sinceridade em sua música a qual toma forma e se torna atitude, redescobrindo assim a receita mais pura e simples de se fazer música. Como diriam os mestres: "Let it be","Let it Roll, Baby, Roll". Resumindo... Deixe rolar!
http://www.myspace.com/gavetasnotelhado

Pólvora
A Pólvora (Canoas) foi formada em 2005, um Rock simples e direto com letras bem pensadas e sonoridade visceral. A banda é constituída desde o seu inicio pelo baixista e vocalista Marcelo Nazza, pelo guitarrista Lucio Machado e pelo baterista Lasier Machado e segue fazendo diversos shows na região metropolitana e interior do estado na busca de um lugar ao sol.
http://www.myspace.com/polvorarnrincendiario

Festival Morrostock 2010 de 15 à 24 de outubro em Sapiranga - RS


ESTAMOS ORGANIZANDO UM TRANSPORTE DE SÃO LÉO PARA SAPIRANGA - Interessad@s, entrem em contato!


Segunda-feira, Agosto 16, 2010

Escrito por COLETIVO SÃO LÉO às -
Institutos federais
Portal do MEC:

Conhecimento adquirido pela prática pode valer certificado a trabalhador
Sexta-feira, 13 de agosto de 2010 - 18:13


A partir desta segunda-feira, 16, trabalhadores que desejam obter certificado de conhecimentos adquiridos ao longo de suas trajetórias, sem que tenham necessariamente recebido educação formal, podem se inscrever no Programa Certific, parceria dos ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego. O foco da iniciativa está em trabalhadores que há muito tempo desempenham uma função, mas não têm diploma ou certificado que comprove sua formação.

Inicialmente, serão reconhecidos profissionais das áreas de música, pesca e aquicultura, turismo e hospitalidade, construção civil e eletroeletrônica. Tanto as inscrições quanto a própria certificação e emissão de diplomas é gratuita. Não há limite de vagas. As inscrições vão até 10 de setembro.

O profissional interessado deve procurar o instituto federal de educação, ciência e tecnologia mais próximo. São 37 campi de institutos federais, em 13 estados mais o Distrito Federal, que oferecerão o Certific neste semestre.

“O programa apresenta dois benefícios imediatos: a ampliação da possibilidade de acesso ao mercado de trabalho e a elevação da taxa de escolaridade da população adulta”, explicou Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação.

Acolhida – O trabalhador será avaliado por uma equipe multidisciplinar composta por assistente social, pedagogo e especialistas da área. Depois da entrevista, há duas possibilidades.

Se for constatada a excelência do trabalhador, ele recebe um certificado do instituto federal comprovando sua qualificação. Caso sejam constatadas falhas técnicas, o próprio instituto federal se encarrega de oferecer a formação ao trabalhador. Se for constatado déficit escolar, o trabalhador é encaminhado para uma escola de educação básica, para posteriormente receber o certificado.


Quarta-feira, Agosto 11, 2010

Escrito por COLETIVO SÃO LÉO às -
Metrô rock edição Canoas ocorre dia 20/08 na Fundação Cultural. Participem!
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www.vanguardaabolicionista.com.br

No Inferno, todos vestem roupas brancas


por Denise Terra

Ainda não amanheceu, estamos diante da chuva e do frio do inverno gaúcho à espera do ônibus que irá nos guiar até um dos maiores matadouros do RS. Somos estudantes de medicina veterinária, cursando uma disciplina obrigatória de inspeção de produtos de origem animal. A maioria de nós encontra-se eufórica, à espera dos ‘momentos emocionantes’ do dia. Eu estou em um canto, sendo observada de perto pela professora e o coordenador do curso, que ao saberem que sou vegana e ativista, temem que eu tenha um colapso na linha de matança.

Entramos no ônibus e seguimos viagem. No caminho, a sensação de que as cenas que eu teria que presenciar não seriam diferentes daquelas filmadas clandestinamente em matadouros ao redor do mundo, e ao mesmo tempo o sentimento inequívoco de que estaria prestes a presenciar uma série de crimes considerados ‘necessários’ pela humanidade.

Chegamos! Ao abrir a porta do ônibus, já somos tomados pelo impregnante odor adocicado da matança das aves que ocorre dentro do estabelecimento. Adentramos o local, após termos vestido roupas brancas especiais, e começamos a visita no sentido contrário ao fluxo produtivo para evitar contaminações no produto final. Trata-se de um corredor estreito, com o pé direito baixo, quase um túnel, que desemboca em uma luz amarela intensa, para repelir insetos. Nossa guia, então, abre a porta e entramos na parte final da produção. Um sistema complexo de esteiras e ganchos, chamados nórias, passam por nossas cabeças, e neles estão fixadas pelas patas as carcaças de frango, que pingam incessantemente uma gordura fétida acrescida da água hiperclorada utilizada em sua higienização.

Sob as esteiras estão os funcionários que trabalham em pé, diante de uma bancada, na maioria mulheres, que nos olham com curiosidade e espanto. A expressão em seus rostos é de uma tristeza marcante, mesclada pelo cansaço físico dos movimentos repetitivos que têm que executar diariamente. O barulho do local é ensurdecedor e, conforme andamos, o cheiro forte torna- se cada vez mais desagradável. Em cada bancada, os funcionários devem desempenhar uma função, chamadas de linhas de inspeção, que são classificadas por letras do alfabeto. Em cada letra ocorre a retirada padronizada de determinados órgãos. Um grupo de mulheres, muitas sem luvas, trabalham retirando com as mãos, com uma destreza impressionante, a vesícula biliar das carcaças em processo de evisceração. Mais adiante, outra funcionária dedica-se a ‘pescar’ com uma barra de metal as carcaças que caem no chão, para destiná-las à graxaria, onde serão transformadas em produtos não-comestíveis. Durante a passagem das nórias podemos observar que cada uma apresenta uma marcação com uma cor, o que serve para fazer a contagem final dos frangos por produtor e repassar o lucro referente ao dia.

Uma máquina especial remove toda a carne restante presa nos ossos, que farão parte da liga que irá compor os caros e adorados nuggets. Estamos agora diante dos chillers, equipamentos responsáveis pelo aquecimento seguido de um resfriamento rápido das carcaças, com a finalidade de eliminar contaminantes biológicos da carne. Os chillers nada mais são do que grandes piscinas vermelhas de sangue com partículas de gordura que ficam boiando na superfície, onde os frangos ficam embebidos.

Olho para o chão e tudo o que vejo é sangue e uma quantidade absurda de água que parece verter de todos os lados para a limpeza das carcaças – estima-se que para a limpeza de cada carcaça de frango se gaste em média 35 litros de água! Desvio o olhar para cima e vejo carcaças sangrentas passando por minha cabeça, pois estamos nos aproximando do início do processo, quando começam a surgir aves com cabeças e penas, que são retiradas em uma máquina específica, o que deixa o chão lotado de penas brancas.

Nossa guia nos avisa que estamos chegando à linha de matança. Há uma diminuição abrupta da luz, onde funcionários trabalham quase no escuro. Os índices de depressão dos funcionários que exercem essa função são extremamente elevados, devido à insalubridade. Trata-se do início do processo de insensibilização. A luz é reduzida com a finalidade de reduzir a atividade e o estresse dos animais, que são extremamente sensíveis a este estímulo. A esteira segue com as aves penduradas na nória pela pata, de cabeça para baixo e agora passam por um túnel, onde sofrem eletronarcose – isto é, são molhadas e eletrocutadas, de modo que isso as atordoe, mas sem causar a morte. As galinhas seguem estáticas pela esteira, onde logo encontram uma serra, que fica presa a uma espécie de roda, e têm suas gargantas cortadas. Nossa guia nos explica que dependendo do tamanho das aves a altura da lâmina deve ser ajustada, para reduzir a margem de erros no corte mecanizado.

Na sequência, algumas galinhas encontram-se com o pescoço intacto, enquanto outras, mesmo com a traquéia perfurada, começam a se mexer, visivelmente conscientes. Um funcionário tem então como tarefa cortar o máximo de pescoços de galinhas que falharam na serra automática, mas a esteira passa em uma velocidade assustadora, são muitas aves que devem morrer hoje para atender à demanda do mercado, cada vez mais voraz por carne de frango. Não há tempo para cortar o pescoço de todas as intactas, nem de abreviar o sofrimento daquelas que se debatem. As aves seguem para serem escaldadas em água fervendo.

Fomos levados ao local do recebimento das cargas. Vemos caixas e caixas com mais aves do que espaço interno, em algumas há mais de dez animais. São tantas que muitas estão fora das caixas, respiram ofegantes, com o bico aberto pelo estresse e pelo medo. Elas estão há dez horas em jejum, sendo permitido o abate somente até doze horas após o início do jejum. O trabalho segue em ritmo frenético. Uma colega encontra uma galinha solta e a pega, colocando-a, de forma orgulhosa, em outra caixa que segue na esteira rumo à serra automática, emitindo um comentário de que estava feliz por ter conseguido pegá-la. Descemos as escadas e nos deparamos com o caminhão que as trouxe. Somos instruídos a não passar muito perto, pois poderíamos ser bicados pelas aves apinhadas dentro das caixas. Nos afastamos um pouco e, em poucos momentos, vemos aves soltas em cima do caminhão. Elas tentam voar mas não conseguem, e muitas acabam caindo direto no chão. Um funcionário aparece com um gancho e as junta pelas patas, como se fosse inços em meio a grama. Violentamente, ele junta o máximo de aves que pode pegar com cada mão. As aves estão penduradas apenas por uma das patas. Então, alguém lembra que ele poderia ser mais delicado e pensar no ‘bemestar’ animal, afinal, deste modo, os frangos podem apresentar lesões graves como rupturas e fraturas, o que compromete o retorno financeiro pela carcaça.

Somos encaminhados para uma espécie de área de descanso dos funcionários, onde esperamos pelo veterinário responsável pelo setor de suínos para nos acompanhar na visita deste setor. Neste momento uma funcionária, escorada por mais duas colegas, passa em estado de choque por nós. Ela estava sangrando muito na mão. Acabou de sofrer um acidente de trabalho. Ela chora muito, a lesão parece grave. Uma colega nossa se manifesta rindo, dizendo que não vai comer o frango que ela estava eviscerando na hora que se machucou! Muitos acham graça e riem. Mais à frente vejo uma placa dizendo ‘Estamos a ZERO dias sem acidentes de trabalho’ e, logo abaixo, ‘Recorde sem acidentes:83 dias’.

No setor de suínos, passamos pelo mesmo ritual de antissepsia e adentramos outro corredor estreito com luzes amarelas. Meu nariz ainda está impregnado com o cheiro da morte das galinhas e meus ouvidos ainda não se acostumaram ao barulho estridente das máquinas, que são fortemente audíveis mesmo com o uso de protetores auriculares. Uma porta se abre, e atrás do veterinário estão centenas de carcaças de porcos mortos pendurados pela pata traseira, passando pela esteira. O tamanho do animal impressiona. O veterinário nos conta que ali são abatidos 2350 suínos por dia! Os funcionários agora são em sua grande maioria homens, muitos aparentemente se orgulham de sua função, e riem enquanto serram o abdômen do animal e retiram as vísceras. Neste setor a esteira anda mais lentamente, devido ao tamanho do animal e a menor quantidade de animais que estão sendo abatidos, quando comparado ao setor de aves. Há sangue por tudo.

Para caminhar, temos que desviar das carcaças de 100 kg penduradas sobre nossas cabeças. Os funcionários realizam seu trabalho em etapas específicas da produção, uns arrancam a cabeça, enquanto outros em outra parte da sala removem os órgãos internos e outros ainda são responsáveis pela identificação de qual cabeça pertence a que corpo, através de um sistema de numeração para posterior inspeção de possíveis lesões que possam causar danos à saúde pública. Mais à frente vemos uma impressionante sequência de dezenas de porcos abatidos subindo de uma andar ao outro pelo sistema de esteiras. Somos convidados a ir até o andar de baixo onde ocorre a sangria. Para chegarmos lá temos que descer uma escada helicoidal estreita e escorregadia, devido à presença de gordura suína sob nossas botas. No meio desta escada existe uma espécie de calha por onde passam os animais mortos, ainda cheios de sangue. Nossa roupa está tapada de respingos de sangue.

De repente a temperatura do ambiente muda e começamos a sentir um calor e um barulho atípicos do lugar. Olho então para frente e vejo a cena de uma carcaça pendurada por uma pata passar por uma espécie de jogo automatizado de chamas. Durante os poucos segundos que dura o processo, podemos ver as carcaças envoltas de uma labareda azul, e sentimos um forte cheiro de pêlo queimado. As labaredas são utilizadas para eliminar os resquícios de cerdas após a remoção dos pêlos, previamente removidos por um sistema de borrachas. Chegamos finalmente na sangria. Os gritos estrondosos dos animais deveriam fazer qualquer um perceber que não é possível existir bem-estar diante da banalização da morte. Ao invés disso, muitos riem cada vez que um suíno é grosseiramente empurrado por um funcionário, munido de uma vara capaz de disparar choques de baixa intensidade, em direção a uma espécie de escorregador totalmente fechado dos quatro lados. No fim do escorregador está um funcionário de aparência assustadora com uma barra com uma espécie de ‘U’ na ponta. O ‘U’ é encaixado na cabeça do animal e suas pontas ficam em contato com a região temporal do crânio, onde um choque de grande intensidade é disparado. O animal cai como uma pedra, gerando um barulho característico de seu corpo desabando sobre a esteira metálica. Muitos apresentam contrações involuntárias nas patas, e parecem estar dando coices. Com uma destreza impressionante o funcionário seguinte corta a garganta do animal. Através do orifício na traquéia jorram litros de sangue. O veterinário nos explica que neste momento o animal ainda não está morto, mas que “conforme as boas práticas de bem-estar animal, estes devem morrer dentro de no máximo seis minutos”, após ocorrer a total eliminação do sangue pelo bombeamento cardíaco. Na verdade, o real motivo para que não se aceite a morte do animal em tempo superior a este, é evitar que a carcaça fique PSE – ‘pale, soft, exsudative’, ‘pálida, friável, exsudativa’, pois este tipo de produto não apresenta a qualidade necessária exigida pelo mercado, e consequentemente há perda nos lucros.

Somos levados até os currais onde podemos ver os suínos vivos serem empurrados para o escorregador. Eles estão em pânico, uns sobem sobre os outros, enquanto nos olham fixamente nos olhos com a real expressão do horror. Os gritos tornam-se cada vez mais altos e o funcionário os empurra com o bastão de choques. Mais atrás está outro funcionário com uma espécie de relho feito de sacos plásticos, e o desfere contra o lombo dos animais para estes andarem na direção da matança. O veterinário nos explica que o relho é feito deste material para não machucar os animais. Isto constituiria crueldade, algo condenável pelo ‘bem-estar animal’, valor muito importante dentro da empresa, e que poderia acarretar em lesões cutâneas, afetando negativamente o valor da carcaça.

Por fim, podemos ver os currais de chegada, onde os caminhões descarregam diariamente os animais para o abate. É neste local que deve ser feita a inspeção ante-mortem pelo veterinário da inspetoria. De acordo com os preceitos da humanização da morte, todos aqueles animais que chegam com fraturas na pata e que não conseguem mais se locomover adequadamente devem ser removidos em separado e enviados para a matança imediata, isto é, devem ter o direito de ‘furar a fila’ a fim de que o seu sofrimento seja abreviado. O veterinário, com muito orgulho, faz questão de dizer que “o processo precisa ser feito”! E que já que é necessário, “é preciso fazê-lo com dignidade e respeito pelos animais”; Ele ainda afirma que na indústria é possível assegurar que estes animais não passam por sofrimento, e que o seu fim é muito menos cruel do que seria se fossem predados por um leão na natureza!

Neste momento, é difícil conter o riso diante da tortuosidade do raciocínio exposto. Em local algum do mundo teríamos mais de 2000 suínos sendo predados em cadeia por leões vorazes, sistematicamente, todos os dias. Ao que consta, leões não têm a capacidade de raciocínio semelhante a um humano. Eles não podem fazer escolhas, simplesmente porque não têm como refletir sobre as consequências dos próprios atos. Leões não planejam estrategicamente como irão matar suas presas a fim de terem lucro com isso, e tampouco consideram normal a condição de degradação de outros seres de sua própria espécie em prol da satisfação do luxo de outros poucos. Apenas o ser humano é capaz de ter estratégias para a exploração máxima de todos aqueles capazes de sofrer sem de fato considerar isso. Hoje, muito se fala sobre bem-estar animal, porém trata-se apenas de um modo mais refinado de justificar injustificáveis fins.

O bem-estar animal agrada a muitos, pois consegue suavizar o sofrimento e a culpa daqueles que sustentam a indústria da morte, e ajudam a aumentar os lucros através de medidas que teoricamente são adotadas para beneficiar os animais, mas que são norteadas pelo aumento da produtividade e qualidade do produto final. O limite do ‘bem-estar animal’ vai até onde o marketing e o lucro podem vislumbrar. É inacreditável que, para a grande maioria, ingenuamente, esse ainda seja visto como o caminho para o fim do sofrimento. O sofrimento animal apenas poderá ser reduzido quando criarmos coragem para defender o direito dos animais, através da abolição do consumo de seus corpos para a satisfação fugaz de nossos desejos egoístas.

* Denise Terra é formanda em Medicina Veterinária


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